23 de setembro de 2017 Blog, Congressos International Cycling Conference A ICC decorreu em Mannheim, entre 19 e 21 de setembro, sob o lema: Bridging the gap between research and practice. Uso da bicicleta em três gerações Slides da comunicação apresentada na ICC – Como se perdeu o hábito de usar a bicicleta como meio de transporte no tempo de uma geração. Este estudo que sintetizo nos slides mostra como no tempo de uma geração alterámos a mobilidade a vários níveis: tem bons indicadores que ilustram o aumento da população a residir no distrito de Lisboa, o aumento das habilitações académicas (nomeadamente das mulheres), o aumento do número de veículos usados no transporte e na recreação. A bicicleta é um veículo que altera com rapidez o tipo de uso bem como o seu significado. O uso da bicicleta como meio de transporte está em crescendo na maior parte das cidades europeias. Em Portugal ainda estamos a DAR A VOLTA à situação. A geração que tem agora 20 anos teve triciclos e bicicletas de acordo com o seu tamanho, à medida que ia crescendo. Não basta ter / dar bicicletas há, sim, que ter /dar condições para as pessoas as utilizarem. Os estudantes têm condições para utilizar as suas bicicletas de modo a nelas se deslocarem para a Faculdade? Maior parte, não. Exemplo 1: quem se atreve a ir para a Faculdade de Motricidade Humana pela marginal? Seria possível ter uma marginal para bicicletas? Claro que sim. Seria uma excelente ideia para a promover a mobilidade à beira rio? Claro que sim. Seria uma boa estratégia para levar o turismo a conhecer a zona ribeirinha – desde Alverca até ao Guincho? Claro que sim. Então porque não se faz? Exemplo 2: Pode um estudante que resida na linha de Sintra vir de bicicleta para a Cruz Quebrada? Claro que não. Mesmo de Carnaxide é difícil. Tem intermodalidade garantida? Claro que não porque não pode trazer a bicicleta nos autocarros. Seria possível alterar esta situação? Claro que sim. Então porque não se faz? Exemplo 3: Pode um estudante vir dos arredores de Almada de bicicleta, não fosse a restrição da Transtejo – 4 bicicletas por barco? Claro que sim. Os estudantes têm de cumprir horários, não podem perder um dois barcos, na fila das pessoas que hoje em dia já passam o rio com a bicicleta no barco. Seria possível alterar esta situação? Claro que sim. Então porque não se faz? Estes são apenas três exemplos dos obstáculos existentes ao uso da bicicleta susceptíveis de serem alterados sem grande dificuldade. Como pode uma Faculdade desta natureza ter este tipo de obstáculos a impedir a deslocação ativa dos seus estudantes? Temos de trabalhar em conjunto com as autarquias de residência destes estudantes para DAR A VOLTA a esta situação. Queremos para breve um parque de estacionamento de bicicletas na Universidade de Lisboa como este da Universidade de Mannheim! Estas bicicletas em primeiro plano fazem parte do sistema de bicicletas partilhadas da cidade. Os estudantes e a população local usam-nas para se deslocar de um ponto a outro e, deste modo, não têm de se preocupar com o lugar onde as guardar. Bom para estudantes que moram em andares. Partilhar: FacebookTwitterLinkedin